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NEAB

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Educação das relações étnico-raciais a partir dos estudos da branquitude
O grupo de estudos propõe a partir dos estudos da branquitude compreender como as configurações em torno da identidade branca se expressa nos mais diferentes campos da sociedade brasileira produzindo desigualdades. Os estudos sobre a branquitude (a identidade racial atribuída às pessoas brancas) levantam o desafio de ampliar o foco das investigações acerca das relações raciais, apontando a existência de outras possibilidades, entre elas, a problemática da identidade racial branca na reeducação das relações étnico-raciais. Fundamental entender o lugar ocupado pelas pessoas brancas na sociedade brasileira que permitam avançar de maneira mais complexa na compreensão do momento atual da educação brasileira, que não pode prescindir de uma leitura atenta sobre as duras condições materiais de existência vivida pelos sujeitos sociais e suas dinâmicas culturais, identitárias e políticas. Brancos são parte desta ciranda, mesmo aqueles e aquelas que desaprovam o racismo precisam compreender o histórico de vantagens e desvantagens que permeiam a sociedade brasileira determinando lugares para negros e brancos nos mais diferentes campos da vida.
O GE busca atingir os seguintes objetivos:

  • Debater e trocar experiências com públicos sobre a branquitude, como prática de poder e configuração de uma identidade branca que se expressa nas experiências de vida prática na sociedade brasileira.
  • Ampliar  o foco dos estudos da educação das relações étnico- raciais colocando o branco e seus privilégios no centro das discussões
  • Compreender o papel do branco nas relações raciais

 
Bantu Education e Processos Educacionais na África
A Lei nº 10.639, de 09 de janeiro de 2003, dispõe sobre as questões étnico-raciais no espaço educacional brasileiro. A referida Lei é uma conquista que resgata uma dívida sociocultural e histórica e representa a possibilidade de desenvolver a autoestima das crianças e jovens afrodescendentes, que necessitam ter sua identidade aceita de forma positiva no país em que vivem.
As propostas de Blynden sobre a africanização da educação tendo em conta com os modelos universais da educação levam a pensar em uma educação que responde a vivência e o ser africano como membro de uma cultura e sociedade. Nisto a educação deve ser um instrumento para o desenvolvimento das comunidades. A bantu education act foi um modelo de educação levada a cabo pelo apartheid com intuito de segregar a educação negra. Nyerere propõe um modelo de educação africana e especialmente Tanzaniana que seja de auto-confiança e de auto-suficiência; uma educação que vá ao encontro dos problemas candentes do africano

 

 Masculinidade Negra e Aproximações Coerentes
O espaço social muitas vezes não possibilita  momentos  de paradas, onde nós enquanto seres em processo de transformação  tenhamos momento de olhar para nosso entorno e   percebermos como se manifestam nossos olhares frente aqueles  que se apresentam para o ato de estar juntos.    Ter a abertura para criar outro olhar para com aqueles que ocupam o mesmo espaço. O grande segredo pode ser olharmos para nossos olhares frente aos outros  que  manifestam se no mundo aqui e agora como diferentes, e que trazem  seus olhares para o jogo das relações  grupais. Estes olhares  que como os nosso olhares trazem marcas de suas  aprendizagens sociais. Justificamos este grupo de estudos no sentido olharmos para nossos olhares frente a  esta nossa sociedade de hoje, mas ao mesmo tempo tendo um olhar atento para os modelos de olhares que nos foram ensinados. O olhar que nos referimos, a como possibilidade de dar um passo além do dado pelos nossos antepassados, queremos com este sim olhar novamente para os modelos que nos foram mostrados com validos no passado e ainda hoje nos levam a olhar para aqueles que são diferentes de nós mesmos como um problema para pleno desenvolvimento enquanto cidadãos.  Deparamo-nos com uma sociedade de olhares onde o  negro e olhar da senzala,  olhar este que  causa  estranheza para  aqueles que se  sentem sobre o olhar do outro, este que olhar igualmente sente o mesmo estranhamento de olhar e ser olhado. Este pode ser uma das muitas possibilidades que podem ser abordadas, portanto propomos este como uma forma de Mover o olhar, olhar para nós mesmos como o olhar engajado, buscando olhares que nos permitam olhar a nós mesmos como novos olhares, um olhar vesgo, o olhar de fora, olhar circular neste sentido revermos nossos olhares nas nossas  relações  com o outro. E dar outro sentido para o olhar do passado.

 

  • Debater e trocar experiências com públicos de diferentes idades e etnias sobre o tema da masculinidade negra
  •  Oportunizar aos estudantes e público em geral a possibilidade de (inter)agirem com seus pares e demais segmentos da sociedade na construção de uma sociedade antirracista;
  • (Re)conhecer a participação dos negros na construção da sociedade brasileira;
  •  Oportunizar um espaço onde o olhar, olhares sejam refletidos buscando aproximações coerentes entre os participantes do grupo;
  • Textificar os saberes elaborados a partir dos olhares e dos re-olhares do grupo;
  • Publicar artigos sobre o tema da masculinidade negra.




Histórico

Religiosidade e Religiões de Matriz Africana
em Santa Catarina

O grupo de estudos sobre religiosidade/religiões de Matriz Africana de SC começou em agosto de 2015 e tem a finalidade de estudar e conhecer as vertentes religiosas de matriz africana nos territórios catarinense, com o intuito de perceber seus significados, as socializações dos integrantes dos terreiros, seus cultos, socialização com a sociedade externa ao terreiro para fins de mapeamento.
O grupo de estudos é dividido em duas etapas, sendo que a primeira consiste nas discussões de textos com o objetivo de compreender as linguagens, conceitos, símbolos de cada ritual (umbandas, candomblés, batuques dentre outros). Na segunda etapa consiste nas visitas em terreiros, onde os participantes do grupo estudos terão possibilidade de conhecer o espaço de culto, se familiarizando com a comunidade de terreiro para posterior realizar o mapeamento.
Os encontros acontecem quinzenalmente nas quintas feiras, com a Coordenação da Professora Jeruse Romão e da mestranda Graziela dos Santos Lima.
 
Branquitude 
O objetivo do grupo, coordenado pela professora Lia Vainer Schucman, é aprofundar o estudo do tema  branquitude que se insere em uma perspectiva anti-racista. Os estudos sobre branquitude tem o intuito de compreender como se constrói, se mantém e se legitima esta identidade racial que se caracteriza pelos privilégios simbólicos e matérias em relação a outros grupos racializados como os negros e  os indígenas. Neste sentido, pensamos que a importância de estudar o tema  surge quando encontramos em diferentes áreas das ciências humanas trabalhos que visam compreender como a ideia de raça afeta o negro brasileiro, mas não nos perguntamos, no entanto, sobre a experiência e as construções cotidianas do próprio sujeito branco como pessoa racializada. Trata-se da experiência da própria identidade branca que, segundo Ruth Frankenberg (2004), é vivida imaginadamente como se fosse uma essência herdada e um potencial que confere ao indivíduo poderes, privilégios e aptidões intrínsecas. Dessa forma, alguns autores (Bento, 2002; Piza, 2002) e os estudos críticos da branquitude  apontam para a importância de estudar os brancos com o intuito de desvelar o racismo, pois estes,  intencionalmente ou não, têm um papel importante na manutenção e legitimação das desigualdades raciais. O projeto exige dos participantes a leitura de textos sobre o tema e que posteriormente poderá resultar em produções de novos textos e pesquisas. Participam do  grupo  estudantes de graduação e pós graduação da FAED/UDESC em sua maioria membros do NEAB. O grupo realiza reuniões quinzenais, que são marcadas de acordo com a conveniência da maioria do grupo.
Decolonialidade 
Oriundo do projeto de pesquisa “Modos de ser, ver e viver: o mundo Ibo a partir da escrita de Chinua Achebe (África Ocidental, séc. XX)”, o Grupo de Estudos Decolonialidade está acontecendo quinzenalmente, orientado pela professora Cláudia Mortari. O objetivo é a leitura e discussão de bibliografias que tenham como temática a Colonialidade, Decolonialidade, Literatura, História e Estudos Africanos. Constitui-se num exercício teórico e prático de realizar uma releitura da Modernidade, questionando os valores epistemológios, éticos, econômicos, políticos e culturais desta estrutura, pela qual compreendemos o mundo. Pensamos que apenas uma forma de interpretar o mundo, através dos valores-crenças exclusivamente herdados do Ocidente, implica numa redução e silenciamento de histórias e vozes subalternizadas. Os encontros ocorrem nas sextas-feiras no período matutino e está aberto a todos e todas que tenha interesse em participar além dos integrantes do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros- NEAB/UDESC.
Indígenas
O Grupo de Estudos Indígenas (GEI) do NEAB/UDESC é coordenado pela Profa. Dra. Luisa Tombini Wittmann. 
O grupo é aberto para professores e acadêmicxs, vinculados ou não ao Núcleo, e tem como objetivo a discussão de textos e o compartilhamento de informações relacionadas à temática indígena. Buscamos questionar e refletir acerca de discursos que desvalorizam e minimizam a pluralidade dos sujeitos indígenas, e contribuir para o entendimento dessas culturas em sua totalidade, ou seja: entendimento deles como protagonistas de sua própria história.
 
 

 
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