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Manifesto LABGEF contra a cultura do estupro


Como pesquisadoras feministas, como mulheres e como cidadãs temos que falar sobre o estupro que ocorreu com uma garota de 16 anos por 33 homens no Rio de Janeiro, no ultimo dia 20 de maio. É difícil falar, é doloroso, justamente porque, embora seja uma violência no superlativo, não é um caso isolado. Embora multiplicada por 33, a dor daquela menina é compartilhada por muitas adolescentes, mulheres e até crianças que sofreram esse ato de violência. É, portanto, um fenômeno social, que diz algo de nossa sociedade e é disso que queremos falar. 

É preciso denunciar o machismo e a violência contra a mulher em nossa sociedade. O que, senão machismo e a misoginia, o sentimento de poder e superioridade sobre as mulheres, faz com que homens, depois de estuprar uma jovem de 16 anos, postem na internet as imagens da vítima e do que foi praticado e se vangloriem de seu ato?

Na sociedade brasileira, há uma forma de construção das relações de gênero e das masculinidades que naturaliza a submissão feminina e a violência contra mulher, o que torna  esta sociedade largamente permissiva com relação ao estupro, embora seja tipificado como crime hediondo na legislação. Costuma-se presumir e imputar culpa à vítima em função das suas roupas, comportamentos, local e horário da violência sofrida. Acredita-se que “ela provocou”, pois acredita-se que os homens não conseguem e não precisam controlar seus desejos. Assim, naturaliza-se a submissão feminina e a mulher é  tomada como objeto na relação sexual  e a sexualidade masculina e incontrolável também é construída como natural. Estes elementos constituem a lógica da violência contra a mulher, que o movimento das mulheres vem chamando a partir dos anos 70 nos Estados Unidos "cultura do estupro” (rape culture), uma forma de referir práticas historicamente construídas, calcadas num consenso de legitimidade e na própria impunidade aos homens que as protagonizam.

Foi assim nesse caso de estupro coletivo recente no Rio de Janeiro. Os estupradores, postaram na internet e contaram vantagens – “ela engravidou de 30” –  comentaram como uma prova de sua virilidade. Em nossa sociedade as sensibilidades em relação ao estupro se modificam conforme a moral da vítima, como se algumas mulheres fossem mais “merecedoras” de estupro enquanto outras, apenas algumas, devessem ser preservadas da violência dos homens. O estupro entre nós não é excepcional. Acontece no cotidiano das relações sociais, em festas, bailes, trotes, numa caminhada pela rua, ou ainda na própria casa (sim, a grande maioria dos estupros no pais é cometido por alguém conhecido pai, padrasto, parentes ou amigos no ambiente doméstico!). A lógica que embasa a prática do estupro revela uma expectativa de que a mulher seja sempre passiva e disponível ao sexo e que não possa dizer não e quando o diz, não precise ser ouvida. O consentimento das mulheres para o sexo não é sequer necessário no caso das mulheres que são dopadas ou embebedadas, pois, os homens  violentos que as atacam consideram que elas  “pediram”, ao correrem o risco quando saíram sozinhas ou foram a certas festas ou locais. Não, elas não pediram. Nenhuma mulher pede para ser violentada, violada, currada por 1 , 2 ou 30 homens. Elas são caladas, neutralizadas em suas forças e poder de escolha, subjugadas, humilhadas, forçadas a atos e abusos sexuais, sem chances de reagir, quer pela violência, quer por estarem completamente dopadas. 

Não! Elas não pediram. Se foram estupradas, é justamente porque não “pediram”! E combater a cultura do estupro é encorajar as vítimas a denunciarem. É apoiá-las e não revitimizá-las, julgando-as moralmente. Engrossar o coro que repudia o estupro coletivo acontecido nesta semana no Rio de Janeiro é exigir da sociedade brasileira, do Estado, das autoridades, Ministério Público, Policia, Tribunais que avaliem os estupros e não a conduta moral da vitima. Não há conduta moral que justifique violência sexual ou física contra a mulher! Nenhuma mulher, adolescente, criança, sob qualquer circunstância deve sofrer essa violência!! No Brasil contemporâneo, a ideia de “merecimento” e a de “violência sexual” não podem estar mesma frase.

Para nós, repudiar aquele estupro é repudiar todos os demais (um a cada 11 minutos no Brasil, segundo a ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Significa também reivindicar a necessidade de discutir gênero nas escolas. O presidente interino, diante do clamor nacional em torno da notícia daquele crime hediondo, nos responde com uma proposta de criação de um departamento na Polícia Federal para centralizar a questão da violência sexual. Não queremos um departamento na Policia Federal, queremos políticas públicas voltadas a promoção da equidade de  gênero, que promovam a cidadania para mulheres e homens como as políticas desenvolvidas e implementadas no Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos!

Queremos justiça neste e em todos os casos de violência contra a mulher, mas nós, pesquisadoras, educadoras e feministas vimos há década dizendo, lutando por e praticando: a questão, antes de ser de polícia é de EDUCAÇÃO! Precisamos de educação voltada para as questões de gênero nas escolas.

PRECISAMOS DE GÊNERO NO PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO!

BASTA DE VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES!

PELO FIM DA CULTURA DO ESTUPRO!

PELO RESPEITO AO CORPO E À DIGNIDADE DAS MULHERES!

PELOS DIREITOS DAS MULHERES E PELOS DIREITOS HUMANOS!

Nosso corpo nos pertence: nosso desejo, nossa escolha, nosso sim e nosso NÃO!

LABORATÓRIO DE  RELAÇÕES DE GÊNERO E FAMÍLIA DA UDESC – LABGEF

Convidamos todos as pesquisadoras do campo de gênero,  núcleos de pesquisa feminista e grupos feministas a assinarem e divulgarem esse manifesto.

Florianópolis/SC, 30 de maio de 2016.
 



LABGEF promove curso de formação sobre Feminismos contemporâneos na UDESC


Entre os meses de maio e dezembro de 2016 o Laboratório de Relações de Gênero e Família (LABGEF/UDESC) irá promover um curso de extensão composto por sete encontros, com o objetivo de discutir feminismos contemporâneos.

Cada encontro terá quatro horas de duração, em um total de 28 horas, com direito a certificado ao final do curso de formação. Para obter o certificado é necessário participar de todos os encontros.

As datas dos próximos encontros serão:

  • 25 de maio de 2016, às 14h: "Feminismos pós-coloniais", liderado pela Profa. Dra. Gláucia de Oliveira Assis (já realizado);
  • 22 de junho de 2016: "Identidades e masculinidades", liderado pela Profa. Dra. Marlene de Fáveri a partir das 14h na Sala de Atos, localizada no primeiro andar do bloco novo da Faed;
  • 24 de agosto de 2016: "Interseccionalidades e gêneros", liderado pela Profa. Dra. Flávia de Mattos Motta, a partir das 14h na Sala de Atos, localizada no primeiro andar do bloco novo da Faed;
  • 28 de setembro de 2016: "Gênero, políticas e movimentos sociais", liderado pelos Prof. Drs. Francisco Canella e Antero Maximiliano Dias dos Reis, a partir das 14h na sala 210, auditório antigo na Faed;
  • 26 de outubro de 2016: data em aberto para algum dos encontros (caso necessite de fôlego maior para trabalhar o tema), a partir das 14h na sala 210, auditório antigo na Faed;
  • 23 de novembro de 2016: "Feminismos e Foucault", liderado pela Profa. Dra. Silvia Maria Favero Arend, a partir das 14h na Sala de Atos, localizada no primeiro andar do bloco novo da Faed;
  • 8 de dezembro de 2016: "Questões contemporâneas dos feminismo: Para onde vamos?"; Encerramento do curso e confraternização, a partir das 14h na sala 210, auditório antigo na Faed.


As leituras dos próximos encontros serão disponibilizadas com antecedência, antes de cada reunião, no grupo do curso de formação no Facebook (https://www.facebook.com/groups/1680468322170512/) e também no site do laboratório (http://www.faed.udesc.br/labgef).

 




LABGEF apoia simpósios da ABHR em Florianópolis


Nos dias 25 a 29 de Julho de 2016, a Associação Brasileira de História de Religião (ABHR) vai realizar, na Universidade Federal de Santa Catarina em Florianópolis, o II Simpósio Internacional da ABHR - XV Simpósio Nacional da ABHR - II Simpósio sul da ABHR com o tema: "História, Gênero e Religião: Violências e Direitos Humanos".

Hospedagem solidária
Para facilitar às pessoas que virão de fora e considerando o preço de hospedagem na Ilha, foi criado um grupo no Facebook para que as/os/es estudantes da UFSC e da UDESC que residem aqui possam oferecer hospedagem solidária para quem virá de outras cidades para o Simpósio. Para acessar e entrar no grupo basta clicar na seguinte página: https://www.facebook.com/groups/1210042285675914/ Antes de hospedar alguém, quem está oferecendo a casa pode conversar e combinar o que for necessário com a pessoa que procura hospedagem pelo Facebook.

Mais informações sobre o evento pelo site: http://www.simposio.abhr.org.br/




Professoras do LABGEF coordenam STs no XVI encontro da ANPUH-SC


O XVI Encontro Estadual de História da ANPUH-SC será realizado entre 7 e 10 de junho de 2016 no Campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Chapecó/SC. O tema do encontro é “História e Movimentos Sociais”. Inscrições de trabalhos estão abertas até o dia 22 de abril de 2016.

Na ocasião, dois STs serão coordenados por professoras/es vinculadas/os ao LABGEF, a saber:

ST 006. Gênero, sexualidades e mobilidades contemporâneas - Coordenadores: Ana Maria Veiga (UFSC) e Gláucia de Oliveira Assis (UDESC). Clique aqui para mais informações.

ST 016. Relações de Gênero, Família e Infância: em foco práticas e discursos - Coordenadores: Antero Maximiliano Dias dos Reis (UDESC) e Silvia Maria Fávero Arend (UDESC). Clique aqui para mais informações.

Mais informações e inscrições no site: http://www.encontro2016.sc.anpuh.org/




2º Colóquio Nacional de Estudos de Gênero e História


Entre os dias 20 e 22 de junho de 2016 ocorre o 2º Colóquio Nacional de Estudos de Gênero e História. O evento será realizado na Universidade Estadual do Centro Oeste (Unicentro), campus Santa Cruz, em Guarapuava, Paraná.

O colóquio é organizado pelo Laboratório de História Ambiental e Gênero (LHAG), do Programa de Pós-Graduação em História da Unicentro, com o apoio de diversas instituições e laboratórios, dentre eles o LABGEF.

Informações sobre programação, inscrição e modalidades de inscrição de trabalhos no site: http://eventos.unicentro.br/generoehistoria2016
 

  

 



Coordenadora do LABGEF fala sobre preconceitos e abusos cometidos contra imigrantes no Brasil


Em entrevista concedida ao site jornalístico HuffPost Brasil, a coordenadora do Laboratório de Relações de Gênero e Família (LABGEF) Gláucia de Oliveira Assis, também especialista nos estudos sobre migrações, falou sobre a realidade de imigrantes haitianos que sofrem no Brasil com problemas decorrentes do racismo e xenofobia.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

 



Código de Ética - Para conhecimento e sugestões da Comunidade Acadêmica


Prezadas/os, solicitamos a todas/os a apreciação e discussão da proposta de um código de ética para a FAED. Gostaríamos que discutissem e encaminhassem sugestões e alterações para construírmos uma proposta com a participação de todos/as e que expresse um conjunto mais amplo e diverso sobre a temática. Solicitamos que as sugestões, críticas e/ou alterações sejam enviadas para nosso e-mail o quanto antes: coordenacao.labgef@gmail.com

Clique aqui para acessar a versão em PDF ou clique aqui para acessar a versão em Word.

 



Coordenadora do LABGEF fala sobre integração e políticas públicas para os novos imigrantes


A coordenadora do LABGEF e do Observatório das Migrações de Santa Catarina, Gláucia de Oliveira Assis, e o representante dos haitianos em Florianópolis, Clarens Chery, explicam como ocorrem as articulações entre associações de migrantes, sociedade civil brasileira e poder público no estado. O tema é uma das especialidades nas pesquisas guiadas pela professora Glaucia. Confira a entrevista; caso não visualize o vídeo nesta página, clique aqui para acessar diretamente pelo YouTube:

 


 



Professoras falam de violência contra mulheres em jornal de Florianópolis


As professoras vinculadas ao Laboratório de Relações de Gênero e Família (LABGEF) Silvia Maria Fávero Arend, Marlene De Fáveri e Glaucia de Oliveira Assis participaram de uma reportagem exibida no dia 28 de outubro de 2015 no Jornal do Almoço, veiculado na RBSTV SC, a respeito do tema da redação do ENEM deste ano, que tratou sobre a violência contra as mulheres.

Clique aqui para assistir a reportagem.




Calendário temático "Celebração das lutas das Mulheres"


Clique aqui para fazer o download do documento no site de origem. Caso não consiga visualizar o pdf no link anterior, clique no link a seguir para baixar: Calendario_tematico

 
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